Por que é importante acompanhar as cobranças de taxas e tarifas bancárias?

  • By Alessandra Ribas Secco
  • 19 Jul, 2017
Tarifas Bancárias

Hoje é cada vez mais comum resolvermos qualquer assunto financeiro à distância. A facilidade de entrar em um aplicativo pelo celular ou na utilização de Internet Banking e conferir seu extrato ou pagar uma conta é tudo que podemos querer nos dias corridos. Mas, a comodidade muitas vezes, nos faz ficar mais desatentos.

Quer um exemplo? Você sabe todas as taxas que são cobradas mensalmente ou a cada movimentação em sua conta bancária? E, mais ainda, você sabia que o Banco Central do Brasil disponibiliza gratuitamente uma lista que contém as tarifas padronizadas, médias e máximas e por instituição financeira?

Para ter acesso à essa informação acesse:  Tarifas padronizadas, médias e máximas por instituição bancária

Um estudo da Proteste - Associação de Consumidores mostra que em algumas situações, os valores pagos em taxas podem ultrapassar R$ 1.000,00 por ano.

Os bancos são obrigados a mostrar e explicar todas as cobranças e taxas cobradas não só no momento da abertura da conta, mas sempre que solicitado pelo cliente. E o correntista não tem obrigação de contratar nenhuma taxa que não deseje.

Além disso, o Banco Central garante que todos os bancos têm de oferecer algumas condições gratuitamente ao contratante, como:

  • Cartão de débito;
  • 10 folhas de cheques por mês;
  • Segunda via do cartão de débito;
  • Até quatro saques por mês;
  • Consultas pela internet;
  • Duas transferências por mês entre contas da própria instituição;
  • Compensação de cheque. 

Mesmo com elementos sem cobrança, as tarifas se tornaram uma importante fonte de recursos dos bancos e cobranças desajustadas ao contrato firmado com o cliente podem ocorrer.

Por isso, a melhor maneira de evitar cobranças de taxas indevidas é estar atento ao gerenciamento de sua conta.

A Resolução nº 3.919 de 25/11/2010 divulgada pelo Banco Central do Brasil determina, em seu artigo 1º, que as tarifas devem estar previstas em contrato firmado entre contratante e Instituição. De posse do contrato, uma análise rápida do seu extrato mensal pode mostrar o que está sendo cobrado além do acordado.

Também é importante ter atenção ao valor de cada cobrança, mesmo que esteja em contrato, para que não haja abuso e somas além da média do mercado. Em 2016, 5 dos 8  principais bancos do país aumentaram o valor de suas tarifas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.

Identificou cobrança indevida? A solução é analisar tudo o que você como correntista usa com recorrência e ver a real necessidade, entrar em contato com o seu banco e negociar uma nova cesta de serviços.

Se encontrar dificuldades nessa negociação, o Banco Central é uma excelente fonte de informações, além de conter canais exclusivos para reclamação e para tirar dúvidas de como proceder.

Como sempre alertamos, o consumidor deve ter atenção para saber se o que paga equivale ao que realmente recebe e usa, mesmo que em muitas vezes os valores individuais possam ser baixos. Sem gerenciamento, pequenos valores ganham grandes proporções que, quase sempre, passam despercebidas.

Ficou alguma dúvida? Deixe nos comentários

Blog da Ribas Secco

By Luis Fernando Freitas 11 Oct, 2017

Em primeiro lugar devemos dar atenção a este cálculo porque ele demonstra o custo médio das fontes de recursos aplicados na empresa e, sendo ele apurado corretamente, podemos gerenciar melhor este “custo”, pois quanto menor ele for, melhor será para a empresa. É, portanto, um item a ser gerenciado constantemente na busca da otimização e consequente melhoria de resultados da empresa.

O WACC também é utilizado em diversos outros estudos, como por exemplo, para a realização de um Valuation (Avaliação de Empresa). E calculá-lo de forma correta é premissa fundamental para que o trabalho de Valuation reflita a realidade do negócio, ou pelo menos, esteja mais bem embasado.

Mas acredite, há um erro clássico e pouco tratado em bibliografias brasileiras, o que favorece que seu cálculo não siga sempre todas as características importantes na sua apuração.
By Luis Fernando Freitas 04 Oct, 2017
Um bom trabalho de Valuation, principalmente se for utilizada a metodologia de fluxo de caixa descontado (DCF), requer atenção a muitos aspectos. Vou me concentrar e destacar 7 deles que podem causar grande impacto:
By Luis Fernando Freitas 27 Sep, 2017

Você já conhece as 3 principais metodologias utilizadas para se avaliar o valor de uma empresa?

Se você não conhece, dê uma lida neste artigo onde vou resumidamente falar sobre elas.

Vale lembrar primeiramente que são várias as metodologias que podem ser utilizadas neste processo, e um dos grandes desafios para qualquer analista é saber qual delas é mais aderente às características da empresa ou do grupo em análise, para que se possa chegar a uma avaliação mais precisa e técnica, e talvez, um valor mais adequado.

Como cita Aswath Damodaran, um dos mestres do Valuation (expressão em inglês para Avaliação de Empresas), o problema para se avaliar uma empresa não é que não exista métodos suficientes, mas sim que há métodos até demais.

By Luis Fernando Freitas 20 Sep, 2017

Você já deve ter se deparado com o seguinte questionamento: Qual é o valor de uma empresa?

Em primeiro lugar é preciso entender o que é  "Valor da Empresa" e quais são as possibilidades, pois muitas vezes vamos nos deparar com nomenclaturas um pouco diferentes:

By Isabel Garcia 13 Sep, 2017

Muito se fala no papel do perito contador para a realização da perícia contábil , mas e quando um assistente técnico é necessário? Em muitos casos, e a demanda por seus serviços crescem e ele tem papel fundamental no andamento dos processos.

O assistente técnico é um contador habilitado registrado no Conselho Regional de Contabilidade que quando requisitado pelo perito contador e nomeado pelo juiz, pode estar presente em três momentos da ao longo da fase processual:


  • Início: Mesmo quando ainda não há processo judicial instaurado, o assistente técnico tem como objetivo verificar se, de fato, há motivos para acreditar que existam erros ou cobranças excessivas que gerem a requisição de uma análise de um perito e um juiz capacitados. Nesta fase, o trabalho do assistente tem como objetivo auxiliar o do advogado que apresenta os argumentos jurídicos para a instauração do processo, enquanto ele apresenta os argumentos técnicos contábeis.


  • Durante: Mesmo que o processo já tenha sido iniciado, o assistente técnico pode ser inserido quando o juiz da ação defere a produção da prova pericial . Para isso se faz necessário ter um perito contador nomeado pelo magistrado para exercer um trabalho imparcial, pois ele elabora um laudo pericial que fornece bases para a decisão final do litígio. Esse perito contador poderá requisitar a presença de assistentes técnicos que vão acompanhar as duas partes envolvidas e produzir os materiais necessários para o julgamento do pleito.


  • Final: Após todo o processo judicial, a sentença proferida e o acórdão finalizado, é preciso realizar a liquidação da sentença , ou seja, colocar em números a decisão final do juiz. Usualmente quando um juiz  profere sua decisão, ainda não foi calculado o quanto uma parte ou a outra precisam desembolsar para cumprimento da sentença. Esse trabalho fica a cargo do assistente técnico contábil designado anteriormente.


Em qualquer fase do processo, o assistente técnico tem como objetivo auxiliar no desenvolvimento da melhor prova técnica para a resolução da lide. Seu papel é essencial para garantir a parte por ele representada um julgamento com menos possibilidades de erros e para apoiar os julgadores para que não tenham dúvidas quanto aos conteúdos processuais.

É comum que os assistentes técnicos sejam oriundos da função de perito. Seu trabalho é reconhecido a ponto de empresas ou partes de um processo pedirem seu auxílio para o andamento das fases. E, ainda, como decorrência do conhecimento obtido no trato com empresas e particulares, realizam serviços  de perícias extrajudiciais, atuando como profissionais liberais ou através de suas próprias empresas.

Em processo judicial contábil , existem muitos profissionais envolvidos e o assistente técnico é uma peça importante da engrenagem que chega ao resultado final.

Ainda tem dúvidas de como todos os profissionais envolvidos atuam e têm importância decisória, fale conosco, nossa equipe está à disposição!
By Isabel Garcia 06 Sep, 2017

Hoje se faz cada vez mais necessário o uso do perito contador para auxiliar na solução de litígios. O parecer imparcial e técnico emitido por meio de um laudo profissional pode respaldar a tomada de decisão de um juiz ou atender a um pedido de umas das partes de um impasse.  

Durante a fase pericial dos processos, o perito contador pode utilizar um conjunto de procedimentos técnicos para desenvolver o seu laudo: pesquisa, diligências, levantamento de dados, análise, cálculos, por meio de exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, mensuração, avaliação e certificação.

A perícia contábil pode ser solicitada em processos judiciais e extrajudiciais . Em ambos, é possível dividir os tipos de trabalho de acordo com a natureza do pleito:

  • Tributária: analisando questões tributárias ou fiscais cujo litígio tem origem nos órgãos fazendários;
  • Administrativo: para auxiliar nos litígios originados nos órgãos fazendários, exceto os referentes a questões tributárias, envolvendo fatos contábeis relacionados com autarquias ou fundações e o pessoal da administração direta ou indireta;
  • Civil: focadas em questões de ordem civil, que julga questões privadas, como cobrança de dívida, questões familiares e requisições individuais;
  • Comercial: tendo como objeto questões relacionadas ao mundo empresarial, como dissoluções de sociedades, apuração de haveres de sócios retirantes, disputas de porcentagens em contratos, lucros cessantes, aquisição de bens e valores para pagamentos de débitos e cálculos de contratos com fornecedores.
  • Trabalhista: visando questões entre empregado e empregador, processos de adequação salarial, requisição de valores trabalhados e não pagos, cálculos de dívidas trabalhistas e recebimentos após fim de contratos;
  • Bancária: para avaliação e cálculo de disputas entre correntistas e instituições financeiras, como bancos, empresas de crédito pessoal e financiadoras. Revisão de cláusulas contratuais, montantes apontados em ações de execução, tudo em decorrência direta e imediata do relacionamento financeiro ocorrido entre as partes;;
  • Criminal: lidando questões criminais envolvendo contabilidade e golpes financeiros;
  • Econômica: no âmbito do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mau uso de força econômica para conquistar contratos e benefícios, contratos ilícitos que trazem vantagens indevidas a grupos empresariais, econômicos ou a indivíduos;
  • Avaliatória: periciando questões aduaneiras e de comércio exterior, tributos devidos e questões de incidência de carga tributária alfandegária.


Para cada tipo de processo, há uma atuação indicada para a perícia contábil e o nosso Blog traz informações relevantes sobre o tema que podem ajudar a identificar a necessidade desses serviços no dia a dia da sua empresa ou quando alguma necessidade se fizer presente.

Tem alguma dúvida que não encontrou por aqui? Entre em contato conosco. Temos uma equipe capacitada e preparada para te ajudar no que for preciso.
By Isabel Garcia 30 Aug, 2017

Agora que você já leu sobre o que é Perícia Contábil aqui no blog, você pode ter dúvidas sobre as diferenças entre auditoria e perícia contábil.

Em texto publicado no  Portal de Contabilidade , Júlio Cesar Zanluca esclarece que a auditoria opera através de um processo de amostragem, enquanto a perícia atua sobre um determinado ato, ligado ao patrimônio de entidades físicas ou jurídicas, buscando esclarecer a um questionamento.

Os processos de auditoria são mais comumente contratados pelas companhias para apreciar e emitir pareceres a partir da análise detalhada e sistemática de dados e informações sobre seus controles internos ou demonstrações financeiras em uma área ou em toda a empresa, com objetivo de testar a eficiência dos controles patrimoniais implantados. Ela atesta, por asseguração, o real cenário econômico e financeiro da entidade.

Este trabalho é referenciado por normas profissionais e técnicas do Conselho Federal de Contabilidade, das Normas e Procedimentos de Auditoria e Atos Normativos emitidos pela Comissão de Valores Mobiliários.  

Já a perícia atua em casos litigiosos, que envolvem duas partes e podem ser judiciais ou extrajudiciais, solicitado para atestar a veracidade de um objeto, por meio da investigação,vistoria, indagação, arbitramento, avaliação ou certificação.

Para esta atuação, o perito contador deve seguir os requisitos criados pelo Conselho Federal de Contabilidade e pelas suas Normas Técnicas (NBC TP 01) e Profissionais (NBC PP 01).

A auditoria é mais revisão e a perícia é mais produção de prova, conforme bem resumiu Lopes de Sá.

Com base nessas informações, conheça as 5 principais diferenças entre auditoria e perícia:


1- Profissional

As perícias contábeis são realizadas, exclusivamente, por perito contador registrado em um Conselho Regional de Contabilidade e regido pelas Normas Brasileiras de Contabilidade. As auditorias são realizadas por auditores contábeis em times multidisciplinares.


2 - Caráter científico

A perícia se prende ao caráter de obter provas e tem o objetivo de esclarecer controvérsias a partir da solicitação judicial ou extrajudicial. Já a auditoria apresenta um parecer sobre atos e fatos contábeis, diretamente ligadas a continuidade de gestão.


3 - Usuário do serviço

Enquanto a auditoria é contratada por sócios, investidores e administradores de companhias, a perícia é solicitada pelas partes e, principalmente, no âmbito judicial pelo magistrado responsável pelo processo.


4 - Especificidade

A auditoria pode ser específica ou não, sendo realizada em uma área ou em toda a empresa. Já a perícia é específica e restrita aos pontos controvertidos, destacados pelo litígio.


5 - Análise

A perícia tem análise irrestrita e abrangente ao objeto destinado na demanda, enquanto a auditoria pode ser realizada por amostragem.

Com essas informações, já é possível reconhecer o tipo de serviço que sua empresa necessita. Você ainda tem dúvida?


Acompanhe o nosso Blog e fale conosco. A nossa equipe é capacitada e preparada para tirar todas as suas dúvidas.

By Isabel Garcia 21 Aug, 2017

Não raras vezes, as empresas necessitam de uma opinião válida sobre um determinado assunto que envolva a contabilidade, seja no âmbito judicial, extrajudicial ou arbitral.

Mas, afinal, você já ouviu falar sobre perícia contábil ?

A perícia contábil , de acordo com renomado autor Lopes de Sá, é uma opinião válida e competente advinda de um perito . A expressão perícia provém do Latim Peritia que significa, conhecimento adquirido pela experiência . Auxilia na decisão de conflitos utilizando-se de procedimentos técnicos e científicos para colaborar na solução das questões a ele apresentadas. Segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade, “as perícias tem por objetivo a emissão de laudo ou parecer sobre questões contábeis, mediante exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, avaliação ou certificado”.

As perícias contábeis judiciais são exercidas sob a tutela da justiça e podem ser solicitadas para levantamento de perdas e danos, lucros cessantes, apuração de haveres na dissolução de sociedade, revisão de encargos financeiros contra bancos e outras questões que são levadas ao Poder Judiciário.

Nestes casos, o magistrado é responsável por nomear o perito contador e determinar o objeto da perícia. Durante todo o trabalho pericial, cada uma das partes pode indicar um assistente técnico , que auxiliará no desenvolvimento da prova pericial.              

Já a perícia contábil extrajudicial é solicitada para auxiliar em questões similares às que tramitam no âmbito judicial.

Nestas situações, o perito contador é contratado diretamente pelas partes envolvidas.  Pode ser classificada em:

  • Estatal - realizada sob controle do Estado, como por exemplo uma perícia solicitada pelo Ministério Público;
  • Perícia administrativa -  apura irregularidades (fraudes) no âmbito administrativo, pode ser solicitada por um sócio que tenha dúvidas sobre a gestão  de outro sócio, ou até mesmo entre patrões e empregados.
  • Perícia arbitral - realizada em instância decisória criada pelas partes envolvidas, como se fosse parcialmente judicial e parcialmente extrajudicial.

Por se tratar de um meio imparcial de avaliar as questões materiais e de atestar a veracidade de documentos do objeto sub judice ou sob demanda, este tipo de perícia contábil deve ser realizada exclusivamente por um contador habilitado no Conselho Regional de Contabilidade , com competências técnicas e científicas aplicadas à perícia e atualizado sob as Normas Brasileiras de Contabilidade .

A nossa equipe é altamente capacitada e com ampla experiência em perícias contábeis e financeiras, trabalha em parceria com escritórios de advocacia para tratar a sua demanda com competência e seriedade.

Fale com um de nossos especialistas!

By Alessandra Ribas Secco 26 Jul, 2017

Em qualquer etapa de nossas vidas já nos deparamos com a obrigação de trabalhar com juros . De acordo com Silva, De Plácido e (2010), juros quer exprimir propriamente os interesses ou lucros, que a pessoa tira da inversão de seus capitais ou dinheiro, ou que recebe do devedor, como paga ou compensação, pela demora no pagamento do que lhe é devido.

Para cada modalidade de cobrança existe um tipo de juros com suas regras específicas. O importante é você ter o conhecimento de suas diferenças e saber como trabalhar com cada um deles para não ter surpresas e principalmente prejuízos.

A celebração de um financiamento , seja ele para adquirir  um imóvel, automóvel ou até de bem de consumo, propiciará a cobrança de juros. Esses juros são os compensatórios (remuneratórios) , que em definição são os frutos naturais do capital empregado, calculados sobre um valor emprestado por um determinado período de tempo.

Na prática, quando fazemos um financiamento, a instituição financeira transfere os recursos para o fornecedor do bem e o correntista passa a dever para o banco, normalmente facilitado o seu pagamento em prestações que, dependendo do saldo e do tipo de contratação, podem variar de montante mensal e tempo de pagamento. A remuneração da instituição está nesse ponto, a cada parcela incide-se juros que elevam o valor para além de uma simples conta de dividir o preço total pela quantidade de meses escolhidos.

Esse tipo de juros não tem uma regulamentação oficial de valores e como será cobrado, por isso as instituições financeiras tem uma certa liberdade para exercer a taxa que calcularem como sendo interessante. Mas, para evitar abusos, existe uma “taxa média de mercado” calculada e divulgada mensalmente pelo Banco Central que obriga os valores aplicados estarem de acordo com o que é praticado normalmente.

Veja o passo a passo do acesso às referidas taxas no texto:Como a sua empresa pode fugir dos juros abusivos

Outro ponto importante são os encargos em caso de mora (atraso nos pagamentos) que os bancos, geralmente, descrevem em seus contratos de empréstimo e/ou financiamento em três partes:

1) Comissão de permanência;

2) Juros moratórios ;

3) Multa.

A comissão de permanência na maioria das vezes não é definida em contrato, sendo definida como a "taxa do mercado do dia" e cada banco determina a sua taxa. Os juros moratórios são usualmente de 1% ao mês e a multa é de 2%, conforme determina o parágrafo primeiro do artigo 52 do Código de Defesa do Consumidor.

Atenção a comissão de permanência que não pode ser aplicada (cumulada) em conjunto com os outros dois tipos de encargos (juros de mora e multa), ou um, ou os outros dois.

Em outros casos, comumente a instituição financeira cobra de encargos moratórios, um índice de correção monetária (INPC-IBGE, por exemplo), juros de mora de 1% ao mês e a multa de 2%, neste caso, esta incidência tripla é aceitável no mundo jurídico brasileiro.

Juros são naturais em empréstimos/financiamentos , a cobrança desenfreada é que não.

 

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By Alessandra Ribas Secco 19 Jul, 2017

Hoje é cada vez mais comum resolvermos qualquer assunto financeiro à distância. A facilidade de entrar em um aplicativo pelo celular ou na utilização de Internet Banking e conferir seu extrato ou pagar uma conta é tudo que podemos querer nos dias corridos. Mas, a comodidade muitas vezes, nos faz ficar mais desatentos.

Quer um exemplo? Você sabe todas as taxas que são cobradas mensalmente ou a cada movimentação em sua conta bancária? E, mais ainda, você sabia que o Banco Central do Brasil disponibiliza gratuitamente uma lista que contém as tarifas padronizadas, médias e máximas e por instituição financeira?

Para ter acesso à essa informação acesse:  Tarifas padronizadas, médias e máximas por instituição bancária

Um estudo da Proteste - Associação de Consumidores mostra que em algumas situações, os valores pagos em taxas podem ultrapassar R$ 1.000,00 por ano.

Os bancos são obrigados a mostrar e explicar todas as cobranças e taxas cobradas não só no momento da abertura da conta, mas sempre que solicitado pelo cliente. E o correntista não tem obrigação de contratar nenhuma taxa que não deseje.

Além disso, o Banco Central garante que todos os bancos têm de oferecer algumas condições gratuitamente ao contratante, como:

  • Cartão de débito;
  • 10 folhas de cheques por mês;
  • Segunda via do cartão de débito;
  • Até quatro saques por mês;
  • Consultas pela internet;
  • Duas transferências por mês entre contas da própria instituição;
  • Compensação de cheque. 

Mesmo com elementos sem cobrança, as tarifas se tornaram uma importante fonte de recursos dos bancos e cobranças desajustadas ao contrato firmado com o cliente podem ocorrer.

Por isso, a melhor maneira de evitar cobranças de taxas indevidas é estar atento ao gerenciamento de sua conta.

A Resolução nº 3.919 de 25/11/2010 divulgada pelo Banco Central do Brasil determina, em seu artigo 1º, que as tarifas devem estar previstas em contrato firmado entre contratante e Instituição. De posse do contrato, uma análise rápida do seu extrato mensal pode mostrar o que está sendo cobrado além do acordado.

Também é importante ter atenção ao valor de cada cobrança, mesmo que esteja em contrato, para que não haja abuso e somas além da média do mercado. Em 2016, 5 dos 8  principais bancos do país aumentaram o valor de suas tarifas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander.

Identificou cobrança indevida? A solução é analisar tudo o que você como correntista usa com recorrência e ver a real necessidade, entrar em contato com o seu banco e negociar uma nova cesta de serviços.

Se encontrar dificuldades nessa negociação, o Banco Central é uma excelente fonte de informações, além de conter canais exclusivos para reclamação e para tirar dúvidas de como proceder.

Como sempre alertamos, o consumidor deve ter atenção para saber se o que paga equivale ao que realmente recebe e usa, mesmo que em muitas vezes os valores individuais possam ser baixos. Sem gerenciamento, pequenos valores ganham grandes proporções que, quase sempre, passam despercebidas.

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